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Se gosta de pequenas aves exóticas, ou se simplesmente sente curiosidade, dê uma vista de olhos, critique, comente... a sua opinião é muito importante, talvez a mais importante de todas.
Se gostou, sorria. Se não gostou... sorria na mesma. Afinal, este mundo está louco, mas não se pode sair dele em andamento!
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04/03/2012
02/02/2012
A importância da gordura na criação
É comum, entre os criadores, o conceito de que a gordura excessiva prejudica a criação, particularmente o acasalamento. Então, costumam emagrecer as aves antes do período de acasalamento.
Este conceito não é errado, mas, também não é tão linear. A verdade é que as aves têm falta de interesse em acasalar porque a sua saúde está debilitada.
O excesso de alimento e a falta de exercício levam a que haja acumulação de gordura, pela incapacidade do fígado em eliminá-la. A sobrecarga aplicada ao fígado, que executa mais de 500 funções orgânicas, leva a um mau estado geral de saúde e daí a dificuldade de acasalar.
Manter as aves relativamente magras, seja através de espaço para que voem, seja através de controlo alimentar, é uma opção razoável. Porém, essa opção deve ser tomada a longo prazo e não imediatamente antes da época de acasalamento.
As razões para isso são de vária ordem:
Em primeiro lugar, é preciso ter em conta que, a gordura é o lubrificante natural do intestino e da cloaca; diminuir essa lubrificação leva a que as fêmeas passem por maiores dificuldades, tanto na rodagem como na postura dos ovos, ou seja, é uma das razões do chamado “ovo preso”.
Em segundo lugar, durante o período de choco, as alterações hormonais, entretanto produzidas no organismo, levam a que haja alguma retenção das fezes; um intestino bem lubrificado facilita a eliminação dessas fezes, evitando os problemas de obstipação intestinal.
Em terceiro lugar, no período de alimentação das crias, os pais vão descurar a sua própria alimentação; manter reservas de gordura, nos progenitores, é a melhor forma de evitar o enfraquecimento excessivo. É bom não esquecer que, não é raro que um dos pais morra durante este período, sem motivo aparente; a razão é, simplesmente, exaustão.
Então, é de toda a conveniência manter as aves sem excesso de gordura, mas, logo que iniciem o acasalamento, deve ser fornecida uma alimentação com bastantes sementes gordas e outros elementos calóricos. Nesta fase, toda a energia consumida vai ser usada, sem nenhum prejuízo para a saúde das aves; pelo contrário, essa energia é muito bem-vinda e necessária.
Também é importante manter algumas reservas de gordura durante a muda da pena, mas disso falaremos noutra altura; algumas mudas são interrompidas pela falta de condição física das aves.
02/01/2012
Criação de diamantes em colónia
Alguns criadores usam viveiros com colónias de diamantes, deixando que formem os casais e se reproduzam de modo espontâneo.
Costuma ser apontado como inconveniente o facto de, não ser possível seleccionar os casais e, assim, a descendência que se vai obter. Porém, não é este o único problema; talvez nem seja o principal. É que, perde-se o controlo do genótipo das crias.
E porquê? Porque se desconhece o pai.
Pode parecer estranho, mas é muito simples.
Quando a fêmea escolhe o macho para formar o casal, escolhe-o para criar a descendência e não para ser o pai das crias. Na verdade, o instinto de perpetuação da espécie faz com que, a fêmea tente recolher o máximo de diversidade genética, isto é, que tente acasalar com o máximo de machos, para que, na mesma ninhada, tenha o máximo de diversidade nos filhotes. Quer isto dizer que, a fêmea pode, em termos ideais, ter, na mesma ninhada, uma cria de cada pai. Contudo, irá pôr todos os ovos no ninho do macho com quem formou o casal, esperando que este assuma todas as crias como suas. Para isso, vai, sempre que possível, fugir do controlo visual do seu macho e tentar acasalar com outros machos, voltando depois para junto do seu par. Isto acontece com todos os diamantes, tanto mais quanto mais fácil de reproduzir for a espécie, mas também com outras aves de bando e outros animais, como por exemplo, os felinos; pois é, a sua gata é uma “doida”.
Já o instinto do macho faz com que ele tente difundir os seus próprios genes, não estando muito disposto a criar os filhos dos outros. Claro que, é uma tarefa difícil, mas, o macho tem um grande aliado; a biologia.
O que acontece é que, o esperma dos machos, embora possa ficar activo por vários dias, perde a capacidade de competir muito rapidamente. Isto é: um esperma “produzido” às 10 horas, não tem qualquer capacidade de competir com um produzido 1 hora depois. Digamos então que, a regra é: nos diamantes, ao contrário dos humanos, para garantir que é o pai, não importa ser o único, importa ser o último.
Assim, nos diamantes, macho que se preze, durante o período de acasalamento, sempre que perca de vista a fêmea, logo que ela volte vai galar, se necessário usando a força, mesmo que a fêmea fique muito maltratada.
Alguns criadores mais experientes, que usam gaiolas de criação, quando um casal apresenta muitos ovos vazios em cada ninhada (macho desleixado), colocam uma gaiola ao lado, com um ou mais machos e colocam alguma ramagem na gaiola, para tapar a visão. Pode-se dizer que, o receio de ser ultrapassado vai tornar o macho mais activo, ou, por outras palavras, o “ciúme” é a melhor vitamina E.
Há, no entanto, que referir que, nas espécies mais fáceis de reproduzir, como nos mandarins por exemplo, o simples som do canto de um segundo macho pode deixar o “nosso noivo” “à beira da loucura”.
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